Som na caixa! Aperte o play e otimize seus estudos

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música

A música como grande aliada dos estudos

O que garante Felipe Lima, coach da Sou Genius, que oferece cursos voltados para a aprendizagem. Felipe defende a utilização da música como grande aliada na preparação. Primeiro, porque imuniza os ruídos externos e acostuma o aluno a manter a concentração diante de qualquer intervenção.

“A música impede que ruídos externos incomodem. Se o aluno estuda no silêncio, o ruído quebra a concentração dele, mas se o aluno se condiciona a estudar ouvindo música ou algum tipo de som da natureza ou música instrumental, isto faz com que, se aparecer algum ruído, ele não incomoda tanto”, afirma.

Testes também são importantes

Além disso, Felipe explica que a questão é também fisiológica: a música modula a frequência mental, estimula a concentração e dá mais disposição para os estudos. Já reparou que quando você realiza exercício físico escutando música a tendência é cansar menos? O mesmo serve para os estudos. O efeito, no entanto, é muito pessoal.

“Talvez uma música para um aluno concentre e a outra não. É preciso verificar também o volume do som, pois tem gente que se adapta melhor com o volume baixo, quando outros se adaptam melhor ao volume alto. É preciso testar vários tipos de música para ver qual é o melhor tipo para o aluno”, ensina o coach.

A escolha deve ser individual e obtida por meio de testes. Entre músicas mais rápidas ou mais lentas, com vocal ou só instrumental, em meio a uma infinita variedade de estilos, o aluno deve experimentar até encontrar o tipo mais adequado ao seu melhor aprendizado.

Dica

Mas fica a dica de Felipe: “O melhor tipo de música para cada aluno talvez seja a desconhecida, que ele não tenha familiaridade, que ele não cantarole enquanto estuda. Hoje existem aplicativos específicos que possuem músicas só com violino, violão, piano, ou seja, sons que vão trazer uma capacidade de concentração ainda maior”.

E não basta apenas uma trilha sonora genérica de estudo; o ideal é fazer listas para cada momento do dia: músicas para acordar, músicas que sejam mais inspiradoras e até músicas para dormir.

O aluno precisa ter música para dormir: que vai modular a frequência mental, para que a pessoa sinta sono, desacelere o ciclo mental, parar de pensar e dormir”, ressalta Felipe Lima.

Cuidado com o silêncio…

Por outro lado, há quem só consiga se concentrar com silêncio absoluto. Está aí uma perigosa armadilha, segundo Lima.

“Ao contrário do que se pensa, estudar no silêncio é um hábito que pode prejudicar muito o rendimento nos estudos. Quando se está ‘viciado’ no silêncio, a quantidade de lugares e horários sem barulho é muito reduzida, e se na hora da prova houver barulho, o aluno sofrerá bastante para conseguir se concentrar em meio aos ruídos”, explica.

Experiência

Se você é um dos adeptos do silêncio e leu esse texto até aqui com descrença, talvez agora você seja convencido. “A maior parte das pessoas toma um susto quando ouve essa minha recomendação, mas ao longo dos meus 16 anos de experiência acompanhando alunos de todas as áreas, percebo que estudar ouvindo música traz benefícios excelentes para a modulação da frequência mental e o estímulo da concentração”, defende Felipe.

Dúvidas

Nas palestras do coach, muitas pessoas erguem os dois braços quando Felipe pede que ergam a mão se elas não acreditam nesse método. Em troca, ele devolve a pergunta: mas vocês já tentaram? E aos poucos que respondem sim, mais um questionamento: desistiram no primeiro momento ou persistiram experimentando alguns tipos de música diferentes? A grande maioria admite que faltou persistência.

Case de Sucesso

Case de sucesso da Sou Genius, Tatiana Norberta da Silva, contadora de 35 anos, resolveu adotar a música no estudo para o concurso do INSS e outros da área fiscal. Ela escuta o som no volume bem baixo, principalmente instrumental. “Utilizo muito as músicas instrumentais do The Piano Guys.

Antes eu estudava e não conseguia me manter concentrada por muito tempo e depois que conheci esse método adotei imediatamente a música na minha vida de concurseira. Desde então, não sei mais estudar sem ela. Minha concentração melhorou muito.” Tatiana hoje estuda de seis a oito horas por dia com alguns estilos de músicas que variam entre instrumentais e religiosas.


Como encontrar a música certa para você?

Segundo Felipe Lima, se houver persistência para a adaptação ao método, não há como não ser eficaz.

É importante fazer dar certo até dar certo! Persista e experimente diferentes estilos de música até encontrar o que funciona mais para você. Tente variar com músicas que tenham instrumentos diferentes. Vale tentar até com aquelas que, além dos instrumentos, têm voz”.

Não vale copiar a play list do amigo, nem cultivar a preguiça de ter uma lista só. Vale criar nomes de acordo com suas necessidades, por exemplos “músicas para fazer exercício”, “para estudar”, “para acordar”, “para se inspirar”, “para não desistir”, “para dormir”, “para descansar”, e por aí vai…

Resultado

Quando a escolha ocorre da maneira correta, o resultado é a otimização do estudo e também do descanso, a qualidade do sono, a disposição e persistência do famoso “estudar até passar”.

E o volume também pode variar. A recomendação é que se estude ouvindo música com um volume baixo, quase que inaudível, mas não são raros os casos de alunos que estudam ouvindo som alto e que conseguem excelentes resultados, lembra Felipe.

Que tal experimentar, então?

Fonte: Folha Dirigida

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